Quem Somos?

O Programa IPL60+ do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) é um programa de Formação ao Longo da Vida que se enquadra no Plano Estratégico 2007-2011 do IPL. De acordo com o Processo de Bolonha e com as tendências inclusivas e humanistas do séc. XXI, este é um programa que se mostra fundamental e obrigatório numa instituição que se impõe a nível regional e nacional.

Missão

O Programa IPL60+ tem como missão ajudar a mudar o paradigma do envelhecimento ao dinamizar e promover atividades formativas, educativas e socioculturais que envolvam os indivíduos no seu percurso de aprendizagem e desenvolvimento ao longo da vida.

Visão

O Programa IPL60+ consiste num projeto inovador e pró-ativo baseado num modelo formativo de nível regional, que assenta na partilha e creditação de saberes e experiências dirigidas a estudantes seniores (com idades acima dos 50 anos).

Finalidades

Dinamizar a promoção do conhecimento, do saber e da cultura junto de novos públicos, consolidando a vocação do IPL de apoio à comunidade onde se insere (eixos estratégicos “Formação”, “Reconhecimento e Validação de Competências” e “Valorização e Desenvolvimento Regional”).

Objetivos

  1. Alargar os domínios do saber a indivíduos adultos e idosos, possibilitando-lhes o acesso ao ensino de nível superior numa perspetiva de educação e desenvolvimento continuados ao longo da vida.

  2. Desenvolver atividades socioculturais que promovam a relação entre gerações numa perspectiva de inclusão e participação social e comunitária.

  3. Comprometer os adultos (com 50 anos ou mais) com uma atitude pró-ativa de promoção do seu bem-estar geral, através da vida ativa e saudável, numa perspetiva de cidadania e bem-estar social.

  4. Contribuir para a mudança de atitudes e ideais face ao processo de envelhecimento, à reforma e ao papel dos seniores na sociedade contemporânea, visando a qualidade de vida de todos.

  5. Contribuir para a investigação, desenvolvimento e inovação gerontológica.

 

Nota histórica

Há já várias décadas que diversos professores da ESECS (então ESEL)  vinham manifestando o interesse em criar um movimento, iniciativa ou projeto que envolvesse a população mais idosa. Entre eles, e não querendo esquecer outros, a Doutora Alda Mourão e o Doutor Ricardo Vieira. Tal situação nunca se concretizou por constrangimentos vários.

Devido ao seu percurso académico, Isabel Varregoso, professora da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, mantinha-se em contacto com projetos de intervenção no domínio do Envelhecimento Ativo e da Intergeracionalidade. Neste sentido, a pedido do Vice-Presidente Doutor João Paulo Marques, elaborou em 2005 um estudo sobre o panorama do ensino não formal para idosos, em Portugal, centrado nas Universidades Seniores, fazendo uma análise de como poderia funcionar uma valência deste género no IPL. Também em 2005, Joana Viana, então estudante da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Lisboa, procurou a ESECS para ali realizar o estágio final de curso. Depois de uma troca de ideias e tentando associar os interesses da Escola com a área de estudo de Isabel Varregoso, foi acolhido o Estágio que consistiu na criação do projeto TECLAR – aprender e ensinar através das TIC (http://projectoteclar.blogspot.pt/), o qual teve como missão aproximar diferentes gerações (crianças e seniores), usando as tecnologias de informação e comunicação.

Em parceria com escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico, ano após ano, esta iniciativa, a primeira direcionada para a intergeracionalidade, realizou-se de forma regular na ESECS estendendo-se até 2009, sendo um marco de grande sucesso para todas as partes envolvidas. Uma vez que se foram mantendo contatos próximos com a Associação Vida, entidade que em Portugal estava a tomar as rédeas de uma intervenção inovadora nesta área, a ESECS, através deste projeto, participou com êxito no Dia do Avós, iniciativa nacional ligada às TIC que procurava combater e e-exclusão dos seniores.

Em 2006, Isabel Varregoso reviu o estudo apresentado ao IPL, transformando-o numa proposta concreta de criação de um Programa de Formação Sénior no IPL. Apresentou ao então presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Prof. Luciano de Almeida, uma proposta inovadora no panorama nacional, associando a formação sénior (ensino não formal) ao ensino formal e oficial fornecido por um estabelecimento de ensino superior público. O seu percurso académico tinha-a levado a perceber que a Academia tinha todas as condições para tal, pelo que deveria abrir as suas portas a um novo público: os seniores.

Em 2007, foi finalmente dada autorização para o arranque do projeto designado IPL60+, com a missão de trazer à ESECS estudantes de idades mais avançadas, que viessem empreender uma experiência de aprendizagem, ensino e partilha de experiências. À luz das correntes teóricas sobre o envelhecimento, os programas dirigidos a estas pessoas deveriam ser orientados e organizados com o envolvimento dos próprios, pelo que se envolveram pessoas que tinham deixado recentemente o mercado de trabalho e que estavam recetivas a novas experiências de aprendizagem e de participação social. Maria José Reis, Eugénia Alves e José Rocha viam-se, agora, desafiados a iniciar uma nova colaboração na construção do Programa IPL60+

Na altura foram mobilizados vários serviços internos da ESECS, sempre com uma grande abertura do então Conselho Diretivo, e com enorme boa vontade de todos os implicados. Desde a cedência de um espaço onde foi criado o Gabinete 60+; ao CRM para a criação de cartazes, logotipo e formas de divulgação da iniciativa; aos Serviços Académicos para enquadramento destes novos alunos e apoio às condições formais de matrícula e frequência do Programa; ao Gabinete de Projetos e de Relações Internacionais para apoio ao contato com os media, para promoção do Programa e para a cedência de uma funcionária não docente para apoio ao Gabinete; bem como aos Serviços de Ação Social, para que estes estudantes tivessem acesso aos mesmos espaços e serviços que os outros estudantes. Foi feita uma sensibilização interna, através de email, para que a comunidade académica recebesse e aceitasse de forma positiva estes novos alunos, compreendendo as suas motivações e necessidades específicas. Esta foi particularmente importante para os professores e estudantes que passariam a ter nas suas aulas alunos 60+, o que representava uma novidade a todos os níveis.

Assim, das sinergias criadas por todas estas pessoas, nasce, em março de 2008, o Programa IPL60+.

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